Um comunicador em férias – “time is money!
19 de janeiro de 2009 por Fabio BettiSe há uma coisa da qual os americanos se orgulham é de sua eficiência. E, realmente, tudo parece funcionar à perfeição. No complexo Disney de Orlando, que está sempre lotado de gente, essa eficiência é condição de sobrevivência. Centenas de milhares de turistas dirigem-se aos parques todos os dias, seja de carro, de ônibus, de monorail ou de taxi. Os estacionamentos têm que funcionar e, para isso, contam com um sistema que só raramente é utilizado no Brasil. Aqui, os carros chegam e vão estacionando lado a lado - para se certificarem de que isso será feito, todos os grandes estacionamentos contam com sinalização e funcionários que definem onde você deve estacionar o seu carro - ninguém pode escolher um lugar mais perto do elevador ou das escadas. Se cada um tivesse livre arbítrio, estacionar o carro poderia levar horas, e tempo perdido é dinheiro perdido!
Só que, com o turismo em alta - novamente, me pergunto onde é que foi parar a crise para encontrar tanta gente se divertindo nos parques -, as filas são enormes, embora elas não pareçam enormes… Quem já foi para a Disney sabe do que estou falando. As filas de todas as atrações são organizadas de maneira a não parecerem… filas! É que, em qualquer brinquedo, é reservada uma área bastante extensa para as filas, só que dividida em vários pequenos espaços, todos diferentes e com um visual super atraente, que faz com que as pessoas que estão na fila não percebam nem que estão numa fila nem o tempo perdido na fila. O curioso é que, em diversos brinquedos, o “caminho da fila” acaba sendo mais interessante do que a própria atração. Eles sabem que as pessoas irão passar um tempo razoável em filas e, por isso, transformam-nas em parte do entretenimento. Mas se você não quiser se “entreter” nas filas, também pode furá-las. Isso mesmo! Todos os parques possuem o sistema de “fast pass”, que dá o direito a que você fure as filas. Basta, clara, pagar por isso!
Como ninguém aqui quer perder tempo para nada, todos comem de pé e, de preferência, andando. E para não perder dinheiro, você ainda pode comer o tempo todo. Alguns restaurantes vendem uma espécie de passe que lhe permite comer diversas vezes, ao longo do dia, pagando uma única vez. Funciona como uma espécie de rodízio, que não é limitado pelo tamanho do seu estômago, como ocorre no sistema brasileiro, mas pela duração do dia. E ainda tem gente que não sabe por que a obesidade já se transformou em um problema endêmico nos Estados Unidos!
Em tempo: a obsessão pelos horários é outra característica da cultura norte-americana. Tanto é que todos os parques abrem e fecham exatamente no horário previsto, todas as atrações começam no horário previsto, todas as filas duram exatamente o tempo previsto e informado numa plaquinha colocada na frente do brinquedo e todos os meios de transporte partem no horário previsto. E aí sou obrigado a registrar o que essa obsessão é capaz de produzir. Eu e meu grupo estávamos devidamente acomodados no trenzinho que nos levaria do estacionamento à entrada do Magic Kingdom, quando, prestes a partir, um outro grupo se aproximou correndo em direção ao trenzinho. Uma mulher chegou a subir no vagão e foi imediata e sumariamente impedida por um sonoro e deselegante “Get Back!”. Ficamos totalmente atônitos com a grosseria, imaginando que, no Brasil, o maquinista certamente teria dado um jeito de esperar até que os retardatários subissem e se acomodassem.
Tags: entretenimento, férias

24 de julho de 2011 às 11:48
Ya learn something new eervyday. It’s true I guess!
26 de julho de 2011 às 13:42
U1aHa7 iihnrpedxppz