
Foi um ano tão cheio de altos e baixos, de tantas idas e vindas e de tantas previsões antagônicas, que vamos precisar de muita fé para que 2009 não nos deixe a todos malucos. Resolvi dar minha contribuição na forma de uma oraçãozinha simples. Não precisa memorizá-la não, basta que você pegue a idéia e faça a sua própria oração. Só tome cuidado para não transformá-la em “carta de intenções”, porque aquele regime que, dois anos atrás, eu prometi para amanhã ainda não começou…
“Que neste ano de 2009, eu possa ter melhor discernimento entre boatos e fatos, não sem me contaminhar por ondas exageradas seja de pessimismo, seja de otimismo.
Que eu reserve tempo para continuar estudando e me aperfeiçoando no que há de mais avançado em comunicação, sem me esquecer que, muitas vezes, a melhor solução também é a mais simples, lembrando que um jornal mural funciona muito mais para o pessoal da fábrica do que qualquer hotsite cheio de recursos.
Que eu continue usando minha intuição, mas não abra mão de ferramentas de pesquisa que mostrem tanto para mim quanto para os outros a eficácia – ou não – de meu plano de comunicação.
Que eu assuma a responsabilidade pelos meus erros de avaliação com a mesma naturalidade com que recebo os elogios pelos acertos.
Que eu reclame menos do meu chefe ou do meu cliente, lembrando que eu também sou – ou serei - chefe ou cliente de alguém e que, portanto, também faço – ou farei - minhas burradas e injustiças de vez em quando.
Que em 2009, eu priorize mais conteúdo ao invés de pirotecnia, resultados ao invés de prêmios, público-alvo ao invés de meu próprio umbigo.
Que eu seja humilde para me permitir aprender com os mais experientes e ajudar no processo de crescimento dos novatos, que um dia irão me substituir.
Que eu esteja permanentemente aberto para a inovação, mas não descarte uma boa solução antiga por mero modismo.
Que eu aprenda de uma vez por todas que não sou o único na empresa que entende de comunicação.
Que eu nunca me esqueça que minha função de especialista em comunicação é tão digna e importante quanto a do presidente ou a da faxineira, me estimulando a crescer continuamente, sem precisar renegar minhas origens e sempre reconhecendo o apoio crucial de todos os que cruzaram o meu caminho.
E que venha 2009 com todos os problemas e oportunidades, porque se eu não gostasse de emoções fortes, jamais teria escolhido a profissão de comunicador.”